ILHA DO BANANAL, PIUM, TOCANTINS, BRASIL

30/06/2017

MEIO AMBIENTE

 

A Ilha do Bananal, Pium/Tocantins, Brasil – 

30/06/2017 13h32


Ilha do Bananal
                                          Ilha do Bananal
 

(Por: Marcos Leão e Selene Vital )

A Ilha do Bananal com seus 20.000 Km2 destaca-se por ser a maior Ilha Fluvial (cercada por águas de rios) do mundo. Foi descoberta em 26/07/1773, pela expedição do sertanista José Pinto da Fonseca quando em terras goianas, procuravam índios para escravizar; recebeu essa nominação devido à existência de extensos bananais silvestres em seu território. Um ano após a descoberta, em 1774, José de Almeida Vasconcelos, o Visconde da Lapa, instalou na Ilha um presídio para no início da colonização, para garantir a navegação no rio Araguaia. O projeto não deu certo e o presídio caiu no abandono.

Localizada no estado do Tocantins, encontra-se situada nos municípios de Pium, Lagoa da Confusão e Formoso do Araguaia, sobe as coordenadas geográficas: 11° 20’S e 50° 25’W, formada pelo rio Araguaia e seu afluente o rio Javaé, ao sudoeste faz divisa com os estados do Mato Grosso e Goiás. No seu interior é cortada pelos rios Caiapó, Dueré, Formoso, Piranhas, Urubu e Xavante entre outros que deságuam no Araguaia. 

O clima na ilha é o tropical úmido Aw, a temperatura média anual é de 28°C, com mínima que pode chegar as 21°C no mês de julho e máxima 38°C de agosto a setembro. Entre os meses de maio a outubro acontece período de inverno sêco; entre os meses de novembro a abril, o verão chuvoso.
Apresenta relevo plano de sedimentos do quaternário sem maiores elevações, fazendo com que grande parte da sua área seja inundada nos meses de outubro a março, que compreende o período das chuvas na região.

Por ser uma região de transição de três biomas, Ecótono triplo, Cerrado - Amazônia – Pantanal, possui uma rica e variada biodiversidade, algumas espécies estão classificadas como ameaçadas de extinção, são elas a Onça-pintada, a Ariranha, o Boto-do-araguaia, a Harpia, Jacú-de-barriga-castanha, o Pato-corredor, o Chororó-do-araguaia e o Picapau-do-parnaiba. Junto ao Parque Estadual do Cantão ostentam o titulo de Celeiro da Biodiversidade Tocantinense, e formam o maior complexo de Áreas Protegidas do Tocantins.

Devido a essa rica biodiversidade, sempre despertou a atenção e o interesse de ambientalistas e entidades internacionais; o Engenheiro André Pinto Rebouças iniciou os primeiros estudos em 1876, para transformar a ilha em área de preservação, mas apenas em 1959 o então Presidente da Republica, Juscelino Kubitschek decidiu criar os primeiros Parques Nacionais no Brasil e escolheu a Ilha, entre eles. Em 1991 a UNESCO reconheceu a Ilha do Bananal como “Reserva da Biosfera”.
A ilha é dividida em duas partes administrativas do governo Federal, ao norte o “Parque Nacional do Araguaia” - Parna Araguaia, criado em 31/12/1959, com 562.312 hectares, administrado pelo Ministério do Meio Ambiente – MMA, através do Instituto Chico Mendes para Biodiversidade – ICMBio, e ao sul a Terra Indígena Parque do Araguaia, administrada pela Fundação Nacional do Índio – FUNAI que é vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Publica – MJSP.

A Terra Indígena Parque do Araguaia abriga cerca de 15 aldeias indígenas, dentre elas os Carajás , com 9 subgrupos, os Javaés, com 12 subgrupos, os Tapirapés, Tuxás e os Avá-Canoeiros, também conhecidos como “Cara-preta”, que rejeitam contatos com a civilização e com os demais indígenas das aldeias próximas.
 
 
Ascom Pium

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