O Parque Estadual do Cantão - Pium/Tocantins, Brasil

07/07/2017

MEIO AMBIENTE

 

O Parque Estadual do Cantão, Pium/Tocantins, Brasil - (II)

27/06/2017 07h13

Profª. Roberta Vergara
Mapa referencial do Cantão
Mapa referencial do Cantão

(Por: Marcos Leão e Selene Vital)

O Parque Estadual do Cantão – PEC, foi criado pelo Decreto Lei nº 996, de 14 de junho de 1998, com o objetivo de “Proteger a fauna, a flora e os recursos naturais com potencial turístico contidos no seu interior, de forma que garantam o seu aproveitamento racional sustentável e compatível com a conservação dos ecossistemas locais”.

Tem a missão de: preservar uma amostra relevante do bioma amazônico do Tocantins, localizado num ecótono em ambiente de lagos que funciona como berçário natural de peixes para o médio Araguaia e, em parceria com as comunidades do entorno, promover atividades de pesquisa científica,

Turismo sustentável e educação ambiental.

É o primeiro Parque Estadual do Tocantins e encontra-se localizado no centro-oeste do Estado, a uma distância de 260 km de Palmas, a capital do Estado, situado às margens do Rio Araguaia, com 88.928 hectares de área protegida, em Bioma de Ecótono duplo Cerrado - Amazônia, apresentando características de Pantanal na estação chuvosa devido a uma grande área de planície aluvial. Segundo a Lei nº 996/1998, encontra-se situado em sua totalidade (100%) no município de Pium, ao norte da Ilha do Bananal, sobe as coordenadas geográficas: 09° a 10°S, 50° 10’W.

Possui clima tropical úmido, com duas estações definidas, inverno seco que vai de maio a setembro e verão chuvoso que vai de outubro a abril com precipitação média de 2000 milímetros e temperatura média anual de 28° C.

Tem limite natural ao norte com a confluência entre o rio Araguaia e rio do Coco; ao oeste com o  rio Araguaia; ao sul com o rio Javaés e ao leste, com o rio do Coco; tem como vizinhos o município de Caseara/TO ao norte e nordeste, Marianópolis/TO ao leste, o estado do Pará ao oeste e Mato Grosso ao sudoeste.

Possui os ecossistemas de Ilhas do Araguaia, varjão, águas interiores, floresta  sazonalmente alagada, floresta estacional semidecidual e áreas degradadas.

Pela riqueza de sua biota, tanto em termos de diversidade, quanto pelas populações de várias espécies em vias de extinção como a onça-pintada, a ariranha, o jacú-de- barriga-castanha, o jacaré-açú, o pirarucu e algumas tartarugas. O PEC é uma das áreas protegidas mais importantes, e ao mesmo tempo, das mais facilmente acessíveis da Amazônia brasileira. A riqueza biológica deve-se ao fato de ser o Cantão formado como um delta interior do Rio Javaés, com mais de 800 lagos e canais, formando um ecótono complexo com elementos da Floresta Amazônica, do Cerrado, Pantanal e Mata Atlântica.

O Parque é muito bem preservado, e funciona como recurso crítico para a alimentação e reprodução dos peixes do médio Araguaia. A dinâmica natural do Cantão é fortemente condicionada pelas enchentes anuais que fazem o nível das águas variar entre 5 e 7 metros entre os períodos de cheia (outubro a abril) e o período de seca (maio a setembro). As enchentes regem toda a vida do PEC e é à base de sua grande diversidade e produtividade.

A área do Parque é composta por 6 tipos de comunidades distintas, sendo elas as ilhas do Araguaia, os varjões, as águas interiores, a floresta sazonalmente alagada, a floresta estacional semidecidual e as áreas degradadas. Cada uma das comunidades têm características, ameaças, potenciais, graus de fragilidade e capacidades de resiliência diferentes, segundo o seu “Plano de Manejo”.

O Parque Estadual do Cantão é administrado pelo governo do Estado do Tocantins, através do Instituto Natureza do Tocantins – Naturatins, e conta com o apoio técnico e financeiro do ARPA - Programa Áreas Protegidas da Amazônia, um programa do governo brasileiro, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente – MMA, que assegura recursos financeiros para a gestão das Unidades de Conservação (UCs), através de recursos nacionais do Governo do Brasil e doadores, o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio); o WWF-Brasil; e o Fundo de Áreas Protegidas – FAP. De doadores internacionais, como o Ministério para a Cooperação e Desenvolvimento Alemão - BMZ; o Banco Interamericano de Desenvolvimento - BID; a Fundação Gordon e Betty Moore; o WWF-US; o Global Environment Facility - GEF, entre outros.

No ano de 2012, o Parque Estadual do Cantão recebeu do Ministério do Meio Ambiente o prêmio de primeiro lugar entre as duas únicas Unidades de Conservação que bateram as metas estabelecidas pelo programa para a Fase II, e consequentemente foram consolidadas pelo ARPA; em segundo lugar foi a Reserva Biológica do Jarú, do ICMBio, em Rondônia.

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