O Centro de Pesquisas Canguçu, Pium/Tocantins, Brasil - (IV)

10/07/2017

MEIO AMBIENTE

 

O Centro de Pesquisas Canguçu, Pium/Tocantins, Brasil - (IV)

10/07/2017 02h43

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Mapa do livro: Seqüestro florestal de carbono no Brasil: dimensões políticas socioeconômicas e ecológicas.
Mapa do livro: Seqüestro florestal de carbono no Brasil: dimensões políticas socioeconômicas e ecológicas.
 
(Por: Marcos Leão e Selene Vital)


A quarta e última matéria da série “Pium/Tocantins, Brasil”, o Centro de Pesquisas Canguçu - CPC encontra-se localizado no município de Pium, sudoeste do estado do Tocantins, a 246 Km de Palmas(Capital), entre duas importantes Unidades de Conservação: o Parque Estadual do Cantão - PEC e o Parque Nacional do Araguaia – PARNA Araguaia ao norte da Ilha do Bananal.

Situado às margens do rio Javaés, sobre as coordenadas geográficas: 09°58’42.8”S e 50°01’39.7”W, em área caracterizada como região de ecótono, por apresentar peculiaridades de cerrado e floresta amazônica. Além de estar numa região considerada única no país e, por tal, é capaz de atrair pesquisadores e turistas científicos de diversas regiões do país e do mundo, bem como a mídia especializada em desenvolvimento sustentável.

O Centro foi implantado com o objetivo de abrigar projetos de pesquisa capazes de proporcionar a geração de informações científicas e tecnológicas ligadas às mudanças climáticas e à biodiversidade.
O CPC foi construído pelo Projeto de Sequestro de Carbono na Ilha do Bananal (PSCIB), sob a coordenação da empresa Ecológica Assessoria, e a princípio com três outros parceiros: o Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA, o Instituto Natureza do Tocantins - NATURATINS e a ONG Gaia, com experiência em educação ambiental e ações sociais.
As atividades que seriam desenvolvidas pela Gaia, foram assumidas pelo Instituto Ecológica, uma ONG criada pela Ecológica Assessoria, que assumiu as ações sociais do projeto. No decorrer das atividades, alguns compromissos foram sendo alterados e outros não foram consolidados institucionalmente. Foi inaugurado em 05 de agosto de 1999, equipado com estrutura hoteleira (sobre palafitas, devido as enchentes sazonais do rio Javaés) para hospedagem de pesquisadores, e uma completa estação metereológica.

O PSCIB foi o primeiro projeto de carbono instalado no Brasil, com o objetivo central de desenvolver metodologias de monitoramento de carbono e pesquisar sobre o ecossistema local.

Atualmente no Centro de Pesquisas Canguçu, são desenvolvidos projetos de Sequestro de Carbono, que visam à conservação ambiental da região e do planeta. Além de pesquisas e monitoramento com répteis, os Quelônios da família Podocnemididae: Podocnemis expansa (Tartaruga-da-Amazônia) e Podocnemis unifilis (Tracajá), com os Crocodilianos da família Alligatoridae: Melanosuchus niger (Jacaré-açu) e Caiman crocodilus (Jacaré-tinga), para preserva-las, identificando as áreas de desova nas praias e vegetação ciliar dos rios. Pesquisas também com Anfíbios, Aves e Mamíferos da região.
Atualmente o CPC encontra-se gerenciado pela Universidade Federal do Tocantins - UFT e pelo Instituto Ecológica. O Centro cumpre um importante papel na estrutura da UFT, contribuindo para o desenvolvimento do conhecimento científico regional, como uma Unidade capaz de subsidiar em campo as atividades complementares conduzidas em sala de aula e laboratórios.

 

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